O SUJEITO E AS PRÁTICAS DE SAÚDE

Autores

  • Vitor Silva Mendonça Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Humanização, Integralidade, Profissionais de saúde, Sujeito, SUS.

Resumo

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi instituído no Brasil em 1990, resultado de intensa mobilização social. Ele busca, entre outros aspectos, a democratização de direitos sociais, a partir do acesso universal e igualitário. Busca também, a mudança do modelo biomédico e fragmentado, ainda hegemônico nas práticas de saúde. A integralidade, preconizada como princípio ideológico, refere-se às ações voltadas a proteção, promoção e recuperação da saúde e concebe o indivíduo como ser integral nas suas necessidades físicas, psíquicas e sociais. Uma estratégia governamental para aumentar o acesso e melhorar a qualidade dos serviços, com uma concepção ampliada de saúde, é investir na implantação de uma Política Nacional de Humanização. Apesar dos avanços do SUS e da implementação de práticas criativas, constata-se, a partir da revisão de literatura, que o usuário do SUS ainda encontra dificuldades em acessar o sistema e ter um tratamento humanizado, conforme preconiza a política.  O objetivo deste trabalho é refletir as possíveis consequências na vida dos usuários, considerando-se as contradições entre o que se preconiza e o que efetivamente se instala. Percebe-se que os usuários são vistos como portadores de doenças, muitas vezes reduzidos à sua alteração orgânica e destituídos de subjetividade. Outro aspecto relevante é a grande tendência à medicalização, uma vez que a formação dos profissionais de saúde ainda privilegia o modelo biomédico. Portanto, há passos ainda importantes a serem dados no sentido de uma atuação em saúde que privilegie o modo de vida do usuário e que possa acolhê-lo de maneira mais integral e humanizada.

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Publicado

2015-02-27

Edição

Seção

Artigos teóricos com análises críticas de temas atuais